A escolha de perdoar

12 Dez

Algumas pessoas acreditam que o ato de perdoar seja esquecer. Outros vêem o perdão como um sentimento. Não é nenhuma coisa, nem outra.

Perdoar é uma decisão de não deixar que certos acontecimentos nos afetem mais. Sabe aqueles eventos que nos perturbam e tiram a nossa paz? Então... eles não podem ser varridos para debaixo do tapete, mas é preciso lidar com eles e solucioná-los.

Conheço pessoas profundamente magoadas por algo que gente bem próxima - marido, filhos, a própria mãe - disse. Em muitos casos, são as palavras ditas por pessoas queridas que pesam mais para nós e são mais difíceis de esquecer. E há quem carregue essas palavras como verdades absolutas sobre si e acha que jamais poderá mudar, alegando coisas do tipo: "Minha mãe sempre me disse que eu era assim" ou "Meu marido acha que eu sou assado."

Escolher perdoar e não se permitir ser mais tocado negativamente por essas palavras ou acontecimentos passados, não é necessariamente ir até a pessoa e dizer: "Eu a perdoo pelo que me fez", nem tampouco requer que a outra pessoa venha falar com você e se desculpe. Há situações em que isso nem é possível. Pode ser que tenha de perdoar alguém que já morreu ou alguém que nem se arrepende do que lhe fez. Isso não importa, porque o perdão diz respeito a atitude que você vai tomar em relação a si mesmo e não em relação à outra pessoa.

Há alguns meses, ouvi de duas pessoas diferentes, palavras muitos duras e que me feriram muito. Uma me feriu porque me julgou de uma forma muito negativa. A outra, além do julgamento, foi extremamente injusta comigo. Estudando um certo livro, me deparei com um exercício que se chama "Vasculhe o seu passado". A autora propõe pegarmos uma "lanterna" e jogarmos luz naquilo que está guardado no profundo do nosso coração. Gente... que exercício poderoso. Se você se permitir, faça também, agora mesmo! Vasculhe seu passado, suas memórias que ainda lhe causem dor, procure por pessoas e assuntos que você tem evitado e reflita. Se pergunte:

- "O que tem me levado a agir assim?" Eleve seus pensamentos a Deus e busque maneiras de mudar suas atitudes, de negativas em positivas.
- "Existe alguém a quem preciso perdoar para levar minha vida adiante?" Se houver, tome a atitude de perdoar; não espere sentir vontade de fazer isso pois não irá acontecer. Decida perdoar e faça uma oração por quem você perdoou. Peça sempre o seu bem.
- "Há alguma situação mal resolvida que preciso tratar?"

Eu garanto a você que lê esse artigo agora que é LI BER TA DOR!!!

Não deixe isso para depois. Pode ser muito doloroso e desagradável remover todas essas coisas do nosso íntimo, mas essa faxina é necessária. Perdoar e refletir sobre fatos que nos magoam dever ser práticas constantes na vida de todos nós, para o nosso próprio bem. Não vale a pena nutrir a mágoa e o rancor em nosso íntimo. Eles não podem atingir a outra pessoa que nos chateou, ao contrário, só causam mal a nós mesmos.

Se nós não quisermos que nada atrapalhe o nosso crescimento e a beleza que transcende do nosso interior, a prática do perdão deve ocupar o topo da nossa lista de prioridades.

Você tem as opções bem aí a sua frente: Perdoar e se libertar ou ficar magoado vivendo com rancor eterno e se aprisionar nisso. O que você escolhe?

Juliana Rassi

Formada em Administração de Empresas pelo UNISEB e especialista em Desenvolvimento Humano de Gestores pela FGV, Juliana é coach certificada e membro do ICF, honrando, atuando e partilhando do código de ética regido por esta que é uma das mais respeitadas instituições regulamentadoras de Coaching no mundo, desde 2012 com certificações em personal, professional e executive coaching

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